Polícia deve receber esta semana laudo do exame de DNA de sangue encontrado nas agulhas em CG

Cerca de 40% dos casos de agulhadas que foram atendidos no Hospital de Trauma de Campina Grande foram registrados na Polícia Civil. A informação é do delegado titular do caso, Henry Fábio. Ele espera esta semana receber do IPC o laudo do exame de DNA realizado no sangue encontrado em agulhas apreendidas em Campina Grande.

O exame de DNA vai apontar se o sangue encontrado em agulhas apreendidas em Campina Grande é humano ou animal, e ainda pode indicar se há alguma contaminação. O material foi encaminhado ao IPC, em João Pessoa.

“Está previsto para quarta-feira. Aí quarta-feira eu vou chamar todo mundo para dar esse desfecho”, disse Henry Fábio. Após o recebimento do laudo, ele deve escutar mais vítimas para individualizar suspeitos.

Esses casos, em princípio, são tratados como lesão corporal de natureza leve, por isso depende do comparecimento da pessoa à delegacia. Por conta da tipificação, a ação é condicionada à representação, ou seja, a denúncia depende das vítimas denunciarem os casos à polícia. “A não ser que haja essa mudança de tipificação, que a gente passe de lesão corporal leve para outro tipo de tipificação, e aí passa a ser incondicionada”, disse o delegado.

Se o laudo apontar contaminação, e dependendo da contaminação, pode ser tipificado como tentativa de homicídio.

“O número de comparecimento de pessoas à delegacia é infinitamente menor do que o número que compareceu ao Trauma. Não quiseram registrar, não tiveram interesse”, lamentou o superintendente da Polícia Civil em Campina Grande, Luciano Soares.

Segundo Henry Fábio, apenas oito vítimas foram de livre e espontânea vontade à delegacia registrar a ocorrência. Mas no decorrer das investigações, a polícia conseguiu escutar mais 16 pessoas.

O Hospital de Trauma de Campina Grande atendeu, até esse domingo (08), 61 pessoas vítimas de supostas agulhadas.