Defensoria participa de ação de combate ao tráfico e desaparecimento de pessoas

Com o objetivo de conscientizar e alertar a população para o problema do tráfico e desaparecimento de pessoas, a Defensoria Pública do Estado da Paraíba (DPPB) participou nesta segunda-feira (23), no Posto de Fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Café do Vento (BR-230), no município de Sobrado, de uma ação educativa coordenada pelo Comitê Estadual de Enfrentamento ao Tráfico e Desaparecimento de Pessoas.

A abordagem consistiu na distribuição de material educativo para os passageiros que trafegavam em ônibus e carros de passeio, além da exibição de um vídeo sobre a temática no Cinema Rodoviário disponibilizado em um ônibus da PRF.

O coordenador do Núcleo de Direitos Humanos da DPPB, Manfredo Rosenstock, ressaltou o crescimento desses casos no Brasil e a importância de chamar atenção da população para o combate a esse tipo de crime, considerado a segunda atividade ilícita mais lucrativa do mundo, perdendo apenas para o tráfico de drogas.

“É muito assustador o número de casos de jovens e crianças desaparecidas que não tem uma resolução. A exploração sexual, inclusive de homossexuais, é uma tragédia mundial. Daí a importância dessa ação que conscientiza as pessoas sobre o que está acontecendo, alerta para as falsas promessas de dinheiro na Europa, e conscientiza, inclusive, aliciadores”, pontuou o defensor público.

A ação foi realizada através de uma parceria do Comitê Estadual de Enfrentamento ao Tráfico e Desaparecimento de Pessoas da Paraíba (CETDP/PB), do qual a DPPB faz parte, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (Sedh), por meio do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico e Desaparecimento de Pessoas da Paraíba (NETDP/PB).

Tráfico de pessoas – A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia 30 de julho como o Dia Mundial contra o Tráfico de Seres Humanos, em parceria com os governos estaduais e federal. É considerado tráfico quando pessoas são transportadas de um lugar para outro, dentro do próprio país, ou internacionalmente, através do uso da força, engano ou violência. São práticas desse crime a exploração sexual e da mão de obra escrava, retirada de órgãos ou partes do corpo, doação ilegal, casamento forçado ou qualquer tipo de servidão.