Lino questiona posicionamento de Neymar contra a Bélgica e pede atenção com Meunier

Se Neymar é principal atração da seleção brasileira, seja pelo rendimento individual ou polêmicas que coleciona, a preocupação para a partida contra a Bélgica, na próxima sexta-feira (06), é sobre o posicionamento do craque diante dos grandalhões de Roberto Martínez. Durante o Tá na Área desta quarta-feira, o comentarista Carlos Eduardo Lino pediu atenção especial para a disputa entre ele e o lateral-direito e zagueiro Thomas Meunier.

– Acho que a gente tem de se perguntar qual é o Neymar que a gente vai ver taticamente. Vai ser o Neymar que vai abrir pelo lado esquerdo? Vai ser o Neymar do 4-4-2? Vai ser o Neymar fazendo dupla de ataque? Mas é um assunto bom, porque o Brasil vai enfrentar um adversário que joga com três zagueiros, normalmente. Então, pode abrir esse sistema, pode abrir para um 4-4-2 também, tem variações, tem outras possibilidades, já mostrou isso dentro da Copa. Mas em tese é isso – analisou.

Lino também lembrou que uma das principais características da seleção belga é a virada de jogo, além da jogada aérea – que foi muito explorada no jogo contra o Japão.

– Ele vai cair no setor esquerdo, no setor direito de defesa da Bélgica que tem o Meunier? Ele tem 1.92m, é um grandalhão só que sai muito. Aí você tem duas coisas para refletir dessa saída que é: ele vai explorar as costas do Meunier? Pode ser uma alternativa para o Tite. Mas se ele não segurar a marcação, quem acompanha o Meunier? O Meunier vai aparecer no setor de quem? Do Marcelo com 1,92m? Uma das especialidades da Bélgica é a virada do setor, viradas de jogo, de um lado ao outro do campo. Eles surpreendem muitos adversários, normalmente os fechados, quando eles fazem essas viradas rápidas, e o Meunier toda hora está aparecendo na área. O Neymar vai ser o cara para acompanhá-lo? – questionou.

– Se eu sou o Tite, não coloco o Neymar aberto pela esquerda. Já começo com 4-4-2, deixo o Neymar solto para explorar as costas do Meunier para jogar também por dentro, quando necessário e bagunçar um pouco esse sistema, se for o caso de três zagueiros – completou.

Por fim, Lino afirmou que Philippe Coutinho foi mais apagado no duelo contra o México, porque precisou mudar a forma de jogar para dar mais liberdade ao camisa 10.

– A gente perdeu um pouco o Coutinho na partida contra o México, ele e era o destaque da seleção brasileira para todo mundo. Era um cara que desiquilibrava, era o cara que aparecia por dentro para definir as jogadas, coisa que não está mais rolando para ele porque ele está do lado esquerdo protegendo a saída do Neymar. Ô, Neymar, deu até uma mexida no futebol do Coutinho – encerrou.

UOL